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Encontro inesperado

junho 12, 2010

Me peguei pensando em você. Acordei de manhã, levantei, abri meus olhos com muito esforço e vi que a janela já estava abertar. O sol estava presente, mas não com tanta intensidade, pois o seu calor ela abafado pelo grande frio que anda se fazendo nessa cidade. Fui ao banheiro, escovei os dentes e fui para a cozinha preparar o meu café.
Passado esse tempo, peguei meu cigarro, ascendi e fui para meu quarto novamente e fiquei olhando pela janela, pensando no que poderia me acontecer hoje, mal eu sabia que o dia me traria boas coisas para me recordar.
O tempo começou a passar rápido, rápido como se uma hora passasse em 15 minutos e finalmente, anoiteceu. Enrolei um pouco para me arrumar, afinal, iria sair, mesmo sem grandes planos, eu senti que iria me acontecer algo inesperado. Use calça, pois o frio era intenso e mesmo não gostando , fui obrigado pelo clima não favorável, uma camiseta preta como de costume, tenis baixos e uma blusa grossa, que sempre me acompanhava pelas noites noturnas de frio no centro da capital.

Cheguei ao meu destino, fui a um show com alguns amigos, mas por algumas eventualidades, não entramos. Então, resolvemos ir a um restaurante comermos, pois além do frio que chegava a cortar a pele com suas poderosas rajadas de vento, estavamos com fome. Andamos por um bom tempo até encontrar o restaurante, mas com boa companhia, vc não sente o tempo passar, então os quase 30 minutos, viraram 5.

Ao entrar, eu sonolento encaminho meus amigos para uma mesa vazia, mas enquanto estavamos para sentar, olho para frente e vejo você. Não soube o que pensar, não soube o que fazer ou falar, então permaneci só olhando . Senti meu coração alternar entre batidas lentas e rápidas, mostrando que eu realmente não poderia fazer nada além de realmente olhar.

Você vinha até mim com passos curtos e calmos, e tudo o que vinha em minha cabeça era em pensar o que falar pra ti e ver em como você estava linda. Ela usava sapatos altos, uma calça de um tecido sintético colante que deliciava o formato de suas pernas ligeiramente grossas e uma blusa tbm de cor negra. Por ela gostar de moda, sempre andava bem vestida e combinando, sempre me atrai por seu gosto e feminilidade.

Quando chegou perto de mim, tentei imaginar o que falar, mas continuei só  ouvindo o pensamento dizendo “como ela está linda”, e para não fazer papel de bobo, a abracei. Foi um abraço curto, mas bem expressivo, conseguia demonstrar todo o meu nervosismo e timidez por estar nos braços dela. O coração voltou a se estabilizar nas batidas, tornaram-se todas continuas e rápidas, me perdia nos assuntos, fiquei totalmente nervoso e sem respostas, foi então que ela sorriu para mim e disse que sentia saudades. Senti meu coração querendo saltar pela boca e ao mesmo tempo uma vontade louca de expressar todos meus sentimentos por ela, mas não fiz.

Depois de alguns minutos de emoções que dilaceravam meu peito e faziam com que eu me achasse cada vez mais perdido, ela se despediu de mim e encaminhou-se para a mesa onde ela estava com seus amigos e sua irmã, então, fiz o mesmo e sentei para comer com meus amigos.

O tempo se passou, demos muitas risadas, comemos e até mesmo fizemos um teste com a comida, coisas que uma pessoa “normal” não faria e o estomago rejeitaria. Começamos a juntar o dinheiro da conta e enquanto todos discutiam quem iria pagar, peguei um cigarro e fui para a porta do restaurante fumar. Achei nele uma maneira de diminuir meu pensamento de que eu teria feito papel de bobo na frente da garota que amo e também, para diminuir os pensamento de que ela nunca poderia ser minha. Pagaram a conta e a maioria de nós fumavamos, enquanto ela se encaminhava para a saida do restaurante com seus amigos. Pensei que ela não fosse me notar, pensei que não me olharia depois de ficar tão nervoso em sua frente e de deixar minha timidez estragar o momento, mas não, ela veio até mim, esbocei um pequeno sorriso e a abracei. Enquanto nos abraçavamos ela disse :
– Se cuida e nos encontraremos em breve. Meu coração voltou a alternar o tempo das batidas e eu respondi, também espero que seja em breve, então, ela foi embora.

A noite não acabou por ai, ainda fui para um bar com meus amigos para bebermos mais um pouco, enquanto o metrô não abria. Mas, pra mim, só de ter visto por alguns minutos essa garota e ter abraçado-a com todo meu coração, já valeu o dia.

interminado

junho 5, 2010

Será que as pessoas se intimidam com a minha presença? Será que eu não sou mais bem vindo ? Não consigo encontrar uma resposta pra isso, mas eu tenho quase certeza de que as respostas são, sim eu intimido e não, não sou bem vindo. Não lembro de ter feito nada para ninguém, mas consequentemente pareço não ser mais uma pessoa próxima dos meus próprios amigos.

Hoje eu percebi que as pessoas que eu sempre quis que ficassem perto de mim, não sentem minha falta quando não estou e nem ao menos se esforçam para ter a minha presença.

Bom, vou finalizar por aqui, deixar minha dúvida na mesma situação do meu texto, interminado.

Meu melhor amigo sou eu mesmo.

junho 2, 2010

Hoje o dia parece calmo. O frio me faz bem, o vento me faz bem, parece que ele leva um pouco dos meus pensamentos impuros e problemas para longe de mim , pelo menos por alguns instantes. Tudo aos poucos vai tomando forma novamente, deixando de ser o abstrato indefinido, alguém sem sentido que apenas oculpa um lugar no universo, algo aleatório, sem vida e simplesmente descartável.
Acho engraçado como olhar pela janela me trás respostas para a maioria das perguntas que eu faço a mim mesmo, sobre a vida, amores, desejos, sonhos, futuro, resolução de problemas passados, sobre tudo mesmo. Incrivel como meu melhor conselheiro sou eu mesmo e como a solidão é minha melhor amiga, meu inconsciente me faz companhia e com isso, se torna meu mentor.
Não se enganem com minhas palavras, sei que preciso ter pessoas em minha vida, apenas digo que eu vivo vem no meu mundo sozinho, mas que a solidão mesmo me fazendo bem, a longo prazo, poderá me fazer muito mal. Queria muito ter alguém de confiança comigo, um amor, uma companheira, mas ainda não encontrei essa pessoa e todas as outras que passaram pela minha vida, não provaram valer a pena. Seus erros infantis mostraram o quanto me enganei em optar por ficar perto e com isso, resolvi ficar longe.
a vida é assim, quanto mais se quer, menos se tem, quanto menos se quer, o que se tem ganha mais valor. Estou descobrindo o valor das coisas simples, e assim, eu continuo trilhando meu caminho, pela rota mais simples, sozinho com meus pensamentos, muitas vezes sem fundamentos, mas que substituem a necessidade de ter alguém.

Discrente.

junho 2, 2010

Vejo as pessoas passarem por mim e sorrirem, mas não sei o motivo de tudo isso. Parece que só eu não vejo a beleza das coisas, o brilho nos olhos, a alegria no meu próprio peito. Apesar de tudo, com esse meu jeito frio, eu passo a sentir menos dor, me machuco menos, mas de certa forma, eu ainda me sinto desequilibrado nesse mundo, sinto que ainda perco mais do que ganho, sinto que tudo o que eu faço, machuca alguém que eu amo, mas não sinto mais a dor que entra no peito dos mesmos.
Estou me sentindo tão discrente,  não sei mais se acredito em Deus ou até mesmo nos homens. Parece que tudo isso relacionada a religião não passa de pura babaquice agora e que todas as mãos que eram estendidas a mim, hoje se recusam a me segurar ou até mesmo, me empurram para o abismo.

Nada mais parece ter sentido, tudo parece somente acontecer por acontecer, sem ter mais os tais motivos que giram em torno das coisas, apenas só mais uma coisa exporádica na vida dos homens e apenas mais uma “benção” sem finalidade, para aqueles que creem.

O mundo continua girando, mas não tem mais nada que gire em torno dele para mim. Meus motivos para viver estão desaparecendo completamente, apenas vivo por viver e pela escrita, que sei que ainda vai me levar a algum lugar, longe desse buraco que eu chamo de “lar”, longe dessas pessoas mediocres que um dia eu ousei em chamar de “amigos” e principalmente, longe daqueles que sugam minhas forças vitais, destroem meus sonhos e finjiram me amar, mas não perderam a primeira oportunidade de me apunhalar pelas costas.
Tiraram todas as oportunidades da minha vida, tiraram todos os sentimentos do meu ser, tiraram o sorriso que estampavam o meu rosto, mas ainda deixaram o motivo que faz bater meu coração, a esperança de sair dessa foça e descobrir o meu lugar ao sol, aonde só irá existir minhas palavras, meus pensamentos e meus sonhos.

Liberdade

junho 1, 2010

Passei muito tempo da minha vida pensando em formas de me libertar da minha familia, ou pelo menos, da dependência que eu tenho dela. Continuo lutando por isso, pela minha liberdade, girar em torno do meu mundo, não ficar preso a ninguém, independência total, viver “solitariamente” em um mundo construído por mim para mim.

Depois que o criei, tudo pareceu tão insosso, tão vazio, tão chato, que resolvi povoá-lo, colocando pessoas dentro do meu mundo particular, para quem sabe desfrutar de sentimentos que jurei não mais fazerem parte de mim. Esse foi meu erro, achar que montar uma sociedade dentro de mim fosse me mostrar o brilho da vida e também clarear minha alma. Fracassei por pensar que as pessoas escolhidas eram dignas de tal valor que as dei, por serem portadoras de um caráter que as seguiam, mas que no primeiro descuido, cairam como máscaras de porcelana ao chão, se partindo em milhares de partículas e sendo varridas para bem longe pelo vento.

Meu erro foi acreditar na dignidade e consciência de certas pessoas, algo que eu tinha deixado de fazer para evitar me ferir. Agora vejo que realmente foi o melhor a fazer, por ver que ninguém pode ser digno de tal papel nesse mundo, no meu mundo.

A liberdade são as asas que te levam para longe de tudo, te afastam das pessoas, mas te mostram como viver sem depender de nada nem ninguém. É preciso muito mais do que dinheiro para ser livre, é preciso ter coragem de carregar o peso de todos os atos da sua vida nas costas para sempre, e isso eu tenho, já provei para mim mesmo.